O Presidente da República, o primeiro-ministro e representantes dos maiores partidos associaram-se este domingo às iniciativas para homenagear as vítimas do incêndio que deflagrou há um ano em Pedrógão Grande, Leiria, provocando 66 mortos e cerca de 250 feridos.

Na missa celebrada ao meio-dia na igreja matriz de Pedrógão Grande pelo bispo de Coimbra, além do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, esteve também presente a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, numa iniciativa a que associaram as autarquias de Castanheira de Pera, Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos.

À tarde, pelas 15 horas, o Presidente da República esteve presente na inauguração de um monumento na aldeia de Nodeirinho em honra às pessoas da povoação que se salvaram refugiando-se no tanque de uma fonte. A obra, da autoria do artista local João Viola, foi executada por voluntários e com donativos e recorda também os 11 habitantes de Nodeirinho que morreram no incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017.

Depois, o chefe de Estado seguiu para a sessão solene de homenagem às vítimas dos incêndios, que decorreu na sede da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG), na aldeia de Figueira.

Ao início da manhã, em Castanheira de Pera, a coordenadora nacional do BE, Catarina Martins, também se associou às homenagens às vítimas dos incêndios, participando na corrida/caminhada, com um percurso de 7,7 quilómetros, promovida pelos bombeiros voluntários locais e pelo Sport Castanheira de Pera e Benfica, com o apoio da Associação Distrital de Atletismo de Leiria.

O incêndio que deflagrou há um ano em Pedrógão Grande seria extinto apenas uma semana depois, destruíndo meio milhar de casas, 261 das quais habitações permanentes, e 50 empresas.

Em outubro, os incêndios rurais que atingiram a região Centro fizeram 50 mortes, a que se somam outras cinco registadas noutros fogos, elevando para 121 o número total de mortos em 2017.

 

Fonte: Jornal Expresso