Coimbra quer entrar para o livro do Guinness através de uma aula de fotografia, a realizar hoje, 18 de maio, no Teatro Académico Gil Vicente.

O objetivo é juntar pelo menos 251 pessoas para hora e meia de aula ministrada pelo fotógrafo português John Gallo que tem vindo a alimentar a ideia desde janeiro: “Temos (Chappa) produzido inúmeros workshops em parceria com a Olympus, no âmbito do Professional Programa da marca japonesa. Pensámos que seria interessante produzir a maior aula do mundo, metemos mãos à obra e… vamos ver se conseguimos”, descreve.

Para atingir este feito, Coimbra foi escolhida por “razões simbólicas. O TAGV e o único edifício teatral universitário do País. Está integrado na Universidade de Coimbra, naquilo que de mais importante, notável e referencial Portugal e o mundo têm no domínio universitário, no domínio da sapiência, do ensino. A Universidade de Coimbra é uma referência desde o século XIII e representa de forma extraordinária a diversidade que caracteriza o nosso tempo, pelo número de alunos oriundos de todo o mundo que a frequenta”, explicou-nos John Gallo.

O evento vai começar pelas 18h30, hora prevista para a receção ao público. Meia hora depois, pelas 19 horas, inicia a aula e no púlpito marcará presença John Gallo, vencedor do Joan Wakelin Award, em 2015, atribuído pelo The Guardian e pela The Royal Photography Society, e com vários trabalhos publicados nos media nacionais, que, conta-nos, trazem um “aumento de sentido de responsabilidade, obriga-nos a ser ainda melhores, mais proficientes. Há, contudo, um lado pernicioso nesta estória dos prémios: o sujeito e o ângulo com que o abordamos são determinantes para o resultado final e nem tudo é premiável ou tem perfil para ser candidato a um prémio”.

As inscrições para a aula são gratuitas e devem ser feitas através de guinness@chappa.pt, indicando o nome completo, a data de nascimento e o endereço de e-mail. No final, os participantes recebem um certificado.

Para quem pretende fazer vida da fotografia, Joh Gallo deixa alguns conselhos: “Coragem, persistência. É uma arte ainda tida como “menor” em muitos meios e locais. Para se conseguir algum reconhecimento é necessária uma enorme dose de perseverança, muito método, escolha criteriosa de temas a trabalhar e, claro, um belíssimo domínio da técnica. Evitem os lugares comuns, interiorizem a fotografia como uma forma de expressão artística individual; usem-na, se entenderem, de forma interventiva”.

 

Fonte: Rádio Comercial