O ministro da Saúde afirmou ontem que a localização da futura maternidade de Coimbra terá de ser a que apresentar “melhor evidência técnica, científica e económica e que melhor salvaguarde a segurança das grávidas e das crianças”.

“Naturalmente que a decisão final será aquela que corresponder aos critérios da melhor defesa do interesse técnico, segurança das grávidas e das crianças e naturalmente os aspetos económicos”, afirmou o governante, ressalvando que uma maternidade “carece de cuidados diferenciados e uma proximidade de equipamentos de elevada diferenciação”.

O ministro de saúde, que falava ontem à tarde aos jornalistas no concelho de Oeiras, à margem da inauguração do novo centro de saúde da freguesia de Barcarena, respondia desta forma às críticas do presidente da Câmara Municipal de Coimbra sobre a localização da futura maternidade.

Na sexta-feira, o presidente do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Fernando Regateiro, anunciou em conferência de imprensa que a nova maternidade de Coimbra, que resultará da fusão das duas maternidades existentes na cidade (Daniel de Matos e Bissaya Barreto), representando um investimento de 16 milhões de euros, ficará situada no polo dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

Contudo, na segunda-feira o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado (PS), manifestou-se contra esta decisão, defendendo, ao invés, o Hospital dos Covões.

O autarca alertou que a instalação da nova maternidade nos HUC agravará a circulação e estacionamento automóvel em toda a área deste hospital, onde se situam outros estabelecimentos como o Instituto Português de Oncologia, o Hospital Pediátrico e o polo III da Universidade de Coimbra, integrada designadamente pelas faculdades de Medicina e de Farmácia.

As críticas à localização da maternidade nos HUC foram extensíveis às restantes forças políticas da cidade.

Fonte: Agência Lusa