Os incêndios de outubro de 2017 consumiram 24.000 hectares nos concelhos da Figueira da Foz, Cantanhede, Mira, Vagos, Aveiro e Oliveira do Bairro, segundo cálculos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

No conjunto destes seis concelhos do litoral, Mira foi o mais devastado pelas chamas nesse dia 15 de outubro. Arderam mais de mais de 6.775 hectares de terrenos, na sua maioria áreas florestais, explorações agrícolas e equipamentos industriais.

Nesse domingo de outubro, as chamas atingiram pela primeira vez com grande impacto os concelhos do litoral da região Centro do país, que tinham sido poupados nos anteriores incêndios de junho.

O incêndio começou na Figueira da Foz, rumando depois com grande violência para o norte, empurrado por ventos fortes. Na Figueira da Foz arderam 4.292,9 hectares, em Cantanhede 5.941,7, Mira 6.775,8 hectares, Vagos 3.943,0, Aveiro 2.255,9 e Oliveira do Bairro 750 hectares.

A floresta (77 por cento) foi a maior parcela da área ardida, as explorações e campos agrícolas representaram 15 por cento, enquanto a destruição de habitações e zonas industriais representou 08 por cento do total.

A área florestal consumida pelo incêndio nestes concelhos do litoral centro era maioritariamente constituída por povoamentos florestais de pinheiro bravo e eucalipto.

O incêndio não provocou vítimas mortais, mas deixou desalojadas dezenas de pessoas em todo o litoral. Em Mira, o concelho mais afetado, o incêndio consumiu 60 por cento da mancha florestal e praticamente reduziu a cinzas a zona industrial, tendo provocado prejuízos estimados em 30 milhões de euros.

O fogo evoluiu para norte, para o concelho vizinho de Vagos (já no distrito de Aveiro), onde destruiu mais de 50 habitações de primeira residência e de férias, e atingiu uma dezena de empresas. Nestes concelhos do litoral não há a registar vítimas mortais.

No total, os incêndios de outubro de 2017 atingiram 36 concelhos da região Centro, provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos, tendo destruído total ou parcialmente perto de 1.500 casas e cerca de meio milhar de empresas.

As chamas consumiram mais de 220.000 hectares de floresta, cerca de 45% da área total ardida durante 2017, de acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Fonte:Agência Lusa