A Cáritas Diocesana de Coimbra, neste mês designado internacionalmente para a Prevenção dos Maus Tratos na Infância, associa-se uma vez mais à Campanha do Laço Azul com diversas iniciativas a decorrer.

Em Portugal, a ação no domínio dos maus tratos a crianças e jovens enquadra-se num contexto de responsabilidades partilhadas, estando atribuída legitimidade a entidades competentes (Saúde, Educação, Autarquias, Segurança Social, Entidades Policiais, IPSS, entre outros), para intervirem na promoção dos direitos e na proteção dos menores, em geral, e nos que se encontrem em risco ou perigo.

De forma a sensibilizar para esta problemática, a Administração Regional da Saúde do Centro / Comissão Regional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, pretende dar continuidade à dinamização da Campanha de Prevenção de Maus Tratos a Crianças e Jovens em Risco – Campanha Laço Azul – movimento iniciado nos EUA e que decorre em cada ano, durante o mês de abril.

Em Coimbra tem sido possível concretizar diversas iniciativas, resultado de um trabalho conjunto da rede de parceiros e também de procura de mais respostas integradas ao fenómeno da Violência Interpessoal ao longo do Ciclo de Vida.

A Cáritas Diocesana de Coimbra consciente da importância de promover atuações coordenadas entre as diversas entidades com responsabilidade de intervenção neste domínio, do trabalho em rede, da aposta fundamental na prevenção, volta a fazer parte deste grupo de parceiros na liderança desse processo. No âmbito da intervenção junto de crianças e jovens em perigo, a Cáritas Coimbra conta com dois equipamentos de Acolhimento Institucional: o Centro de Acolhimento Temporário N.ª Sr.ª dos Milagres, em Cernache, para crianças de ambos os sexos até aos 6/7 anos e o Lar de Jovens de St.ª Maria de Semide, em Semide, para rapazes dos 6 aos 18 anos.

No dia 9 de abril realizou-se a primeira atividade, com a colocação de laços nas fachadas dos edifícios da cidade, repetindo o ato de Bonnie W. Finney que em 1989 nos EUA atou à antena do seu carro uma fita azul, a mesma cor das nódoas negras que marcavam os corpos dos seus netos, divulgando a sua história trágica como vítimas de maus-tratos. Para despertar consciências e para fazer com que as pessoas se questionem «porquê a fita azul?», pretende-se desafiar todos a colocar também uma fita azul, alargando o movimento da luta para a proteção das crianças contra os maus-tratos.

Estão ainda previstas várias ações até ao final do mês: Teatro debate, no Instituto Português do Desporto e Juventude (dia 16 | 10h30), um Flash Mob na Praça do Comércio (dia 18 | 14h30), um Seminário no Auditório do Hospital Pediátrico (dia 20 | 9h15) e termina com uma Tertúlia no Café Santa Cruz (dia 26 | 18h00).

Fonte: Cáritas Diocesana de Coimbra