Profissionais de turismo, industriais, promotores culturais e desportistas poderão aprender, a partir de dezembro, a rentabilizar as suas atividades ligadas ao mar, num curso lançado pela Coimbra Business School para “inspirar a gestão da avalanche de turistas”.

De acordo com o coordenador do curso, Miguel Marques, esta é uma formação única no país e até no mundo, que pretende “ajudar a perceber as tendências de médio prazo e a angariar investimento”.

“Trata-se de um curso orientado para quem está no terreno, a trabalhar nestas áreas, ou para quem quer mesmo estar no terreno. Não é orientado para quem quer ter um conhecimento teórico das coisas”, revelou.

O curso de especialização em gestão, eficiência e rentabilidade no turismo e nos desportos náuticos terá lugar no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz, nos dias 09 e 16 de dezembro e 06 e 13 de janeiro de 2018.

A sua apresentação vai ser feita num Sunset “Geração Oceânica”, que terá lugar às 17h30 de terça-feira, no Grande Hotel da Figueira da Foz.

“Serão quatro sábados, os dois primeiros de dezembro e os dois primeiros de janeiro do próximo ano, com uma carga horária de oito horas em cada dia, entre as 10h00 e as 18h00”, informou.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Marques explicou que esta é a segunda iniciativa do género, que espera vir a repetir nos próximos anos.

“Achámos que havia uma lacuna nesta área e que a atual avalanche de turistas que Portugal está a receber pode ser melhor gerida em tudo o que se relaciona com turismo, desporto, cultura e entretenimento ligado ao mar”, justificou.

No seu entender, mais do que um curso, esta formação pretende ser, acima de tudo, uma partilha de experiências de sucesso nesta área, desde a área dos cruzeiros, surf, vela, canoagem ou remo.

“Tentamos pegar nos melhores casos práticos de sucesso para, de uma forma integrada e alinhada, partilhar essas experiências. Quem vier a este curso terá armas e ferramentas de gestão para que possam tirar melhor rendimento do que estão a fazer”, acrescentou.

A formação, com propina de 500 euros, vai contar com a participação de administradores e executivos com provas dadas na indústria dos cruzeiros, marítimo turísticas, desportos náuticos e entretenimento.

“Como são cursos muito específicos, contamos ter 15 a 20 pessoas, até porque a partilha de experiências deve ser feita de uma forma que permita o questionamento. A ideia não é debitar informação, mas partilhar experiência prática do terreno”, concluiu.