Foto Pedro Agostinho Cruz

A autarquia da Figueira da Foz assinalou a “perda enorme” de biodiversidade resultante do incêndio que destruiu a grande maioria da Mata Nacional das Dunas de Quiaios, afetando a envolvente das lagoas da Vela e Braças.

“É uma perda enorme de biodiversidade, por algum motivo aquela zona era Rede Natura 2000, toda a Mata Nacional de Quiaios e as lagoas ficaram perdidas. É uma situação que vai demorar décadas a resolver”, disse a vereadora Ana Carvalho.

A Lusa constatou a destruição na mata nacional (que possui cerca de seis mil hectares de floresta) entre as povoações de Quiaios, na Figueira da Foz, e da Praia da Tocha, já no concelho de Cantanhede.

Na Lagoa da Vela, as chamas afetaram, inclusivamente, os nenúfares e outras plantas aquáticas das margens, destruindo postes de iluminação ao longo da estrada florestal e equipamentos de apoio dos parques de merendas ali existentes.

O incêndio, que eclodiu às 14h36 de domingo, perto da povoação de Cova da Serpe, freguesia de Quiaios e estendeu-se aos concelhos de Cantanhede e Mira, a norte da Figueira da Foz.

Nuno Osório, comandante dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz, assinalou a existência de “muitas reativações” devido aos ventos “erráticos”, esclarecendo que os meios no terreno estão posicionados “mais no flanco leste” do incêndio, entre a zona florestal e as povoações localizadas ao longo da estrada Nacional 109 de ligação a Aveiro.

O comandante dos bombeiros disse ainda que na área do concelho da Figueira da Foz não se registaram danos materiais em casas de primeira habitação, com exceção de uma moradia que ficou sem telhado por ação das chamas “logo numa fase inicial do incêndio”, na localidade de Cova da Serpe, e uma autocaravana e uma casa pré-fabricada em madeira que foram consumidas pelas chamas em Morros, freguesia de Bom Sucesso.