Os agricultores, reunidos em plenário no lugar de Ferreira-a-Nova (Figueira da Foz),   reclamaram do Ministério da Agricultura condições para o aumento dos preços na produção nacional e conter as importações desnecessárias.

Em comunicado, a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) refere que “os agricultores presentes salientaram que  ficam apenas com 20 por cento em média daquilo que os consumidores pagam pelos bens alimentares, sendo que são as  grandes superfícies que ficam com a grande fatia do que é pago pelo consumidor”. Em termos práticos, “por cada 100 euros que o consumidor paga no hipermercado o agricultor apenas recebe 20 euros, desses, 75 por cento são custos de produção; o agricultor e a sua família, depois de deduzidos todos os custos, só fica com 5 euros para viver”.

Na mesma nota, é dito que a ADACO foi mandatada para, em conjunto com a CNA, reclamarem “junto do Ministério da Agricultura e da União Europeia no sentido de serem tomadas medidas para os aumentos dos preços na produção e defesa da produção nacional”.

Foi ainda reclamado pelos presentes “a implementação pelo Governo das medidas que constam do documento do “Estatuto da Agricultura Familiar Portuguesa”, enquanto um conjunto de direitos em concreto que podem ser valorizados e convertidos em complemento aos rendimentos das pequenas e médias explorações agro-florestais de tipo familiar as quais, para além dos bens alimentares de boa qualidade, ainda produzem ou preservam “bens e serviços públicos”, como o ambiente e recursos naturais, as raças e espécies autóctones, os ecossistemas, a contenção das alterações climáticas, a coesão territorial e o mundo rural, “bens e serviços públicos” que a sociedade em geral usufrui”.

Na mesma reunião foram ainda eleitos os órgãos sociais para o próximo triénio. O agricultor António Redinha foi o escolhido para a presidência da direção.