O eurodeputado do PCP Miguel Viegas disse hoje que um sistema bancário “ao serviço da economia” ajudaria ao relançamento de empresas nacionais como os Estaleiros Navais da Figueira da Foz.

No final de uma visita às instalações da Atlantic Eagle Ship Building (antigos Estaleiros Navais do Mondego), Miguel Viegas realçou que a empresa, para satisfazer “encomendas de grande envergadura”, se depara com dificuldades ao nível do financiamento, obtendo garantias bancárias “a um custo muito elevado”, o que seria diferente com a banca “controlada pelo Estado”.

O deputado comunista do Parlamento Europeu (PE) disse à agência Lusa que “essa é a principal queixa da empresa”, com a qual esteve reunido durante a tarde, antes de se encontrar também com representantes dos trabalhadores da construtora naval.

Para dar resposta a uma encomenda importante, constituída por um ‘ferryboat’ e três pontões de acostagem para Timor-Leste, a empresa teve de aumentar o número de trabalhadores para 120, o que coincide com “um nível de precariedade muito grande”.

“Durante anos”, os cerca de 30 operários que antes laboravam nos estaleiros da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, “apenas faziam” trabalhos de manutenção, recordou.

A encomenda de Timor-Leste “acabou por relançar” a empresa, que deverá entregar o ‘ferry’ e os pontões ao cliente no próximo verão.

Por sua vez, a estrutura sindical “manifestou algum otimismo moderado” ao deputado Miguel Viegas, que estava acompanhado por Vladimiro Vale, responsável da Direção da Organização Regional de Coimbra (DORC) do PCP.

“Ainda não é completamente seguro que a empresa possa encontrar alguma estabilidade no futuro”, disse.