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O município da Figueira da Foz emitiu um comunicado a responder à nota de imprensa enviada pelo Ginásio Clube Figueirense relativamente à situação da piscina do clube.

A autarquia começa por dizer que “doou ao Ginásio Clube Figueirense (GCF) um primeiro terreno, onde está actualmente a sua piscina, para que esta também servisse a comunidade escolar da cidade, o que aconteceu durante largos anos”.

Devido à “sua desactualização e necessidade da cidade ter uma piscina melhor, a câmara voltou a doar um segundo terreno (ao lado do pavilhão gimnodesportivo) para o GCF construir uma nova piscina, uma vez que, ao tempo, teria possibilidade de recorrer a fundos comunitários. Em contrapartida, a piscina seria de utilização municipal, sendo construídas outras pelo resto do concelho”.

Apesar dessa pretensão da câmara, o que é certo é que não foi possível garantir os fundos comunitários necessários, isto apesar de “ter um projecto aprovado pela Câmara Municipal”. Em consequência dessa decisão, o clube informou o município de que “necessitava de vender o terreno, onde actualmente está a piscina”.

A verba, em questão, seria usada  para a construção de uma nova piscina no terreno ao lado do gimnodesportivo. Para que tal fosse possível, “a câmara teria de alterar o Plano de Urbanização (PU) de forma a dar capacidade de construção ao primeiro terreno e aí permitir outras finalidades, como comércio / habitação / serviços. A Câmara assim o fez, o PU foi alterado”.

Em resposta, o clube veio dizer que “não poderia, para já, vender todo o terreno porque precisavam de manter a piscina em funcionamento enquanto se construísse a nova, pelo que pediram novamente à câmara para fazer um destaque ao terreno e para o dividir em dois, vendendo o terreno livre para uma unidade comercial. A Câmara assim o fez, o destaque foi efetuado”.

O que é certo é que, de acordo com o gabinete do presidente, “o GCF veio dizer que afinal já não vai fazer a nova piscina, mas sim reabilitar a existente. Algo que muito preocupou a CMFF, pois o local onde está a piscina não teria capacidade de carga nem dimensão para aguentar uma unidade comercial e a manutenção da piscina”.

Desta forma, solicitou “uma reunião com a direcção do GCF solicitando que os projectos viessem conciliados, permitindo um melhor aproveitamento do espaço, enquadramento urbanístico e considerassem o estacionamento e as acessibilidades, quer da piscina quer da unidade comercial”.

O que é certo é que no documento autárquico “deu entrada nos serviços municipais um projecto de uma unidade comercial que não conciliava o facto de existir uma piscina num edifício adjacente. Mais uma vez, a Câmara tentou resolver o problema cedendo o terreno em frente para utilização de estacionamento público e novas acessibilidades, a fazer pela tal unidade comercial”.

Em resultado dessa pretensão, a câmara “interrompeu no verão de 2016 as obras de repavimentação da rua Rancho das Cantarinhas, precisamente nesta zona, para que o projecto da unidade comercial e da piscina pudessem avançar. Não obstante, a empresa que iria construir a unidade comercial nunca levantou a licença de construção, apesar de todos os esforços da CMFF, nem deu indícios que iria iniciar as obras a curto prazo”.

Já sobre “a pretendida remodelação da piscina, verifica-se que o Ginásio Clube Figueirense ainda não entregou os projectos necessários, estando a Câmara a aguardar os mesmos, desde maio de 2016, para que se possa emitir a competente licença de construção”, concluiu o município.

O Ginásio já anunciou que, no próximo dia 13 de fevereiro, irá dar uma conferência de imprensa para responder a este comunicado da autarquia.