A divisão policial da PSP da Figueira da Foz tem ficado sem luz várias vezes por dia, por problemas com a instalação elétrica, situação que está a afetar o trabalho policial nas instalações, disse fonte sindical.

Em declarações à agência Lusa, Vítor Carvalho, dirigente da Associação Sócio Profissional da Polícia (ASPP), disse que a situação ocorre há cerca de um mês, potenciada pelo tempo frio e “possivelmente pelo número de aparelhos ligados em simultâneo”, levando a que o quadro elétrico dispare “várias vezes ao longo do dia”, deixando as instalações sem energia elétrica.

“Hoje à tarde a luz faltou quatro vezes. Estava a ouvir uma senhora e não consegui, falta a luz, os computadores desligam-se e o sistema vai abaixo. É um edifício antigo, com um quadro elétrico antigo e é um problema que a direção nacional tem de resolver”, disse Vítor Carvalho, que presta serviço na PSP da Figueira da Foz.

A situação, adiantou o dirigente da ASPP, tem-se repetido “todos os dias”, afetando o trabalho dos agentes policiais “que chegam a ter de adiar” diligências.

“Um dia destes a luz faltou oito vezes de manhã. É um problema constante, diário. Assim não se consegue trabalhar”, reforçou.

O dirigente da ASPP explicou que a falta de energia afeta todo o edifício, onde se inclui a esquadra da Figueira da Foz, investigação criminal e trânsito ou os serviços de legalização de armas, entre outros, e tem sido mais premente ao início da manhã e ao final da tarde.

Vítor Carvalho disse ainda que o comando da divisão policial da Figueira da Foz já comunicou o problema ao comando distrital de Coimbra e este à direção nacional da PSP.

Fonte das Relações Públicas da PSP de Coimbra, contactada pela agência Lusa, confirmou que a situação é do conhecimento do comando distrital e que “estão a ser tomadas medidas [para a resolver]”.

“Mas não está a afetar a atividade policial”, adiantou a mesma fonte, alegação que Vítor Carvalho contesta.

“Isso não é verdade, claro que afeta a atividade policial. O trabalho fica mais lento ou não se consegue fazer naquele dia, tem de ser adiado para o dia seguinte e as pessoas têm de cá voltar”, sustentou.