Os municípios com núcleos de apoio aos sem-abrigo defenderam hoje a criação, com urgência, de uma nova estratégia nacional para esta problemática, depois de a anterior ter sido descontinuada, e consideraram que deve ser adaptada “às reais necessidades”.

Depois de uma reunião de trabalho, promovida pelo Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo de Lisboa e abrangendo os restantes núcleos em funcionamento no país, estas autarquias assinaram uma declaração conjunta sustentando que “a estratégia nacional deve assumir também as novas tipologias de respostas sociais, que respondem às reais necessidades das pessoas em situação de sem-abrigo”.

Para os municípios de Lisboa, Aveiro, Espinho, Coimbra, Figueira da Foz, Loures, Amadora, Oeiras, Cascais, Almada, Seixal, Setúbal, Faro, Funchal e Ponta Delgada, uma nova estratégia nacional também “não pode ser indiferente às necessidades específicas de cada local nem à necessidade de uma visão de conjunto, mais ampla, ao nível regional, distrital ou metropolitano”.

“É urgente que surja uma nova estratégia nacional que, cumprindo os pressupostos enumerados, abra espaço a uma visão mais ampla da prevenção à integração”, reforçam.

Implementada desde 2009 até 2015, a Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-abrigo retratava a “necessidade de uma efetiva concertação da intervenção e articulação entre as respostas existentes, de forma a evitar a duplicação de esforços e recursos”, recordam as autarquias na declaração conjunta, a que a agência Lusa teve acesso.

Porém, teve uma “baixa aplicação no conjunto do território nacional”.