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A venda em hasta pública de duas antigas escolas primárias da freguesia do Bom Sucesso, na Figueira da Foz, anunciada para financiar um futuro centro escolar, ficou ontem deserta.

De acordo com Tiago Castelo Branco, chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal, apesar de não terem existido interessados, a autarquia vai analisar a possibilidade de voltar a colocar os dois imóveis em hasta pública.

“A praça ficou deserta. Mas mantemos a intenção de encontrar financiamento para o centro escolar”, indicou.

Em informação divulgada no início de novembro, o município revelava que a venda dos edifícios das antigas escolas primárias das localidades de Camarção e Pedros tinha como objetivo “viabilizar financeiramente a ampliação, requalificação e reconversão da atual EB1 [escola básica do 1.º ciclo] do Bom Sucesso no futuro Centro Escolar daquela freguesia, já no próximo ano”.

“Com esta alienação de património inativo, o município propõe-se contornar a inexistência de financiamento, no âmbito do programa Portugal 2020, para este fim”, argumentava.

Segundo dados divulgados na altura, a antiga escola primária de Pedros é um edifício de dois pisos e uma área total de cerca de 1.800 m2 – quase 300 m2 de área coberta e 1.500 m2 de logradouro – que foi a hasta pública com um valor base de licitação a rondar os 127,5 mil euros.

Já a antiga escola do Camarção, que na hasta pública partia de um valor base de licitação de cerca de 57 mil euros, possui uma área total de 1.081 m2 (222 m2 de área coberta e 859 m2 de espaço exterior).

O município sustenta que ambos os edifícios são exemplares do chamado Plano dos Centenários – promovido pelo governo de Salazar e que, entre as décadas de 1940 e 1960, levou à construção de milhares de escolas em todo o país – o que obriga os eventuais compradores a respeitar as “características arquitetónicas essenciais que lhe conferem o valor patrimonial” que detêm.

Ambos os edifícios poderão ser destinados a habitação, comércio e serviços e atividades económicas “compatíveis com o uso habitacional” e os compradores terão de reabilitar as antigas escolas “no prazo máximo de dois anos”.