A Celulose Beira Industrial (Celbi), uma empresa do grupo Altri, viu ontem publicada em Diário da República, as cláusulas (públicas) do contrato de investimento aprovado há duas semanas em Conselho de Ministros.

Em causa está um investimento de 40 milhões de euros para a instalação de uma nova linha de descasque e destroçamento de rolaria de madeira. Um equipamento inovador “a nível internacional”, pois as “novas tecnologias” utilizadas correspondem “ao estado da arte, permitindo dotar a Celbi da maior unidade do mundo para descasque e rolaria de eucalipto”.

“A Celbi tornar-se-á a única detentora em Portugal, e na Europa, deste processo industrial, de muito elevada capacidade e complexidade, integrando -se num muito restrito grupo de empresas, a nível mundial, detentoras destas tecnologias e desta dimensão de processo”, precisa o despacho conjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Economia.

Em termos de postos de trabalho, a meta é manter os mais de 200, mas também contribuir para a criação de sete postos de trabalho altamente qualificados, ao longo de cinco anos.

A fábrica na Figueira da Foz deverá ainda gerar uma “atividade industrial de mais de 396 milhões de euros por ano, num mercado de dimensão internacional, tendo impacto na criação de valor pela via da internacionalização”.

O objetivo é que entre o ano pré-projeto (2014) e o ano pós -projeto (2019) se verifique um aumento do valor global de exportações de 287 milhões de euros para 317 milhões de euros, representando perto de 80% do volume de negócios total” da empresa.