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O porto da Figueira da Foz vai receber um investimento de cerca de 180 mil euros para melhorar as condições de navegabilidade na entrada e saída da barra, informou a ministra do Mar.

O investimento será efetuado na restinga para melhorar as condições de navegabilidade do porto já para o inverno que se aproxima, informou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que falava aos jornalistas à margem da sessão solene das comemorações dos 50 anos da inauguração dos molhes do Porto da Figueira da Foz.

O investimento é feito no âmbito de “um contrato em que o procedimento já está feito pela administração do porto da Figueira da Foz”, explicou, salientando que para além desta intervenção haverá “outras no próximo ano e outras que demorarão mais tempo a fazer”.

Este investimento surge depois de ter sido concluído um relatório de um grupo de trabalho para avaliar as condições de segurança da barra do porto da Figueira da Foz.

O relatório refere que as obras no molhe norte aumentaram a segurança para os navios maiores, mas, mantendo-se as mesmas regras para embarcações de diferentes dimensões, criou instabilidade para as embarcações de menores dimensões, disse Ana Paula Vitorino.

O grupo de trabalho recomenda que seja alterada a entrada e saída das embarcações mais pequenas, “em vez de saírem e entrarem com a mesma orientação que os outros navios”, realçou, referindo que são sugeridas ações de formação para transmitir aos mestres essas mesmas mudanças na entrada e saída da barra.

Vai também existir um “aprofundamento” da matéria por parte do Instituto Hidrográfico e há a possibilidade de se encomendar um estudo ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para “saber se é necessário fazer uma ou outra correção”, sendo que no relatório não é indicado que seja necessário “fazer alteração física”.

Nos últimos dez anos, foram registados 15 acidentes com perdas de vidas humanas na Figueira da Foz, sendo que oito foram antes das obras do prolongamento do molhe norte e sete depois do prolongamento, informou.

Sobre a necessidade de investimento do porto da Figueira da Foz para receber navios com maior dimensão, a ministra do Mar sublinhou que esse investimento terá de ser feito numa parceria entre privados e Estado.

“O Estado tem obrigação de garantir a segurança. Relativamente a investimentos que favorecem negócios dos privados, quem vai ter a mais valia vão ser os privados”, sendo necessária uma parceria para que a intervenção avance, frisou.

De acordo com a ministra, há dois cenários em cima da mesa: um de cerca de 70 milhões de euros e outro de 42 milhões de euros.

“O cenário em concreto que se vai aplicar depende da parceria que se vai conseguir com os privados”, explanou.