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A autarquia da Figueira da Foz aprovou hoje, por maioria, o Orçamento Municipal para 2017, no montante de 46,8 milhões de euros, mais de um terço destinados a investimento.

O orçamento hoje aprovado com cinco votos favoráveis do PS e três contra da coligação Somos Figueira (PSD/CDS-PP/MPT/PPM) representa um aumento de 4,8 milhões (10,25%) relativamente a 2016.

Na apresentação do documento, o presidente da Câmara João Ataíde (PS) assinalou o “reforço de investimento” que ronda os 17,2 milhões em 2017 (mais 5,9 ME, 56,3%, face a 2016), que será aplicado, na construção de uma ciclovia ao longo do rio Mondego até à freguesia de Vila Verde, remodelação da rede viária, conclusão da intervenção no areal da praia, a reformulação da entrada da cidade junto à estação de caminho-de-ferro, alargamento do parque industrial ou nas intervenções relacionadas com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), entre outras.

As intervenções serão realizadas “sem recurso a mais endividamento”, embora o autarca tenha assinalado que o município já possui capacidade de endividamento.

João Ataíde disse ainda que a “primeira preocupação” do executivo por si liderado foi a articulação” entre o Orçamento e o Plano de Saneamento Financeiro que a autarquia está a cumprir.

A esse propósito, frisou que o serviço da dívida em 2017 ascende a cerca de 5,2 milhões de euros e reduziu cerca de 250 mil euros e o total da dívida bancária de médio e longo prazo, prevista em finais do próximo ano é de 22,3 milhões de euros.

Num documento disponibilizado à agência Lusa, a autarquia assinala a “redução e racionalização da despesa corrente” – que diminui cerca de 800 mil euros – apontando os esforços “em curso ou a levar a efeito, relacionados com a eficiência energética na iluminação pública e nos equipamentos municipais, nos sistemas de segurança ou nos sistemas de rega espalhados pela cidade”

Já Miguel Almeida, vereador do movimento Somos Figueira, criticou o documento, sustentando que o Orçamento “não tem qualquer definição estratégica”.

“Podia ser para aqui ou para outro município qualquer. Vivemos à parte daquilo que são as políticas sociais. Falam do apoio a pessoas com deficiência, mas são só coisas interessantes de se dizer, depois não colam com a realidade”, criticou.

O vereador da oposição disse ainda que o texto introdutório do Orçamento para 2017 “é ‘ipsis verbis’ o que está no Orçamento de 2016” e que. em termos das Grandes Opções do Plano para 2017-2020, a área da ação social representa 1% da despesa, o turismo 1,8% e a indústria 8%.

“Isto é muito poucochinho no desenvolvimento económico. Estamos conversados sobre as prioridades politicas deste executivo”, precisou, adiantando que o orçamento do próximo ano é “claramente centralizador, dado 60% do investimento incidir sobre quatro freguesias, concretamente as da área urbana, recebendo as restantes 10, 40% da despesa prevista, disse.