gliding barnacles 2016

O festival Gliding Barnacles, hoje apresentado, propõe cinco dias de surf, arte, música e vinho na Figueira da Foz, na praia do Cabedelo e numa antiga garagem automóvel da zona turística da cidade.

A 3.ª edição do festival – que vai buscar o seu nome aos bivalves agarrados ao casco dos navios, numa alusão à união física e mental do surfista com a sua prancha – começam esta quarta-feira e termina no domingo e propõe-se “celebrar o Atlântico, as suas ondas e os seus produtos”, disse à agência Lusa Eurico Gonçalves, promotor do Gliding Barnacles.

“O vinho é a novidade, vamos ter a junção do vinho com as ondas, descobrimos que as melhores ondas [do mundo] todas têm bom vinho”, frisou, aludindo, para além de Portugal, a países como a Espanha, França, EUA (Califórnia), Austrália, Chile e África do Sul.

“Em vez do conceito de sol e mar, criámos este novo produto, que é surf e vinho”, adiantou, aludindo ao evento “Simplesmente Vinho”, que integra a programação do festival na sexta-feira e no sábado e que vai reunir diversos produtores nacionais.

O Gliding Barnacles assume-se como uma iniciativa “que pretende celebrar um estilo de vida”, ligado às pranchas de longboard clássico, mas sem cariz competitivo, em que o mar “é o denominador comum entre todos os participantes”, ilustrou Eurico Gonçalves.

Este ano, acorrem à Figueira da Foz para participarem no festival “surfistas de todo o mundo”, com destaque para nove australianos e quatro norte-americanos “de muito boa qualidade”, mas também ingleses, franceses, espanhóis e portugueses.

Associada ao festival está também a ideia de bem receber os visitantes “e criar conforto”, pelo que, depois de a primeira edição ter tido um sofá no areal do Cabedelo e a segunda edição uma cama, este ano haverá “camas e sofás” no molhe sul do rio Mondego, virados para as ondas: “É uma boa forma de ver surf e viver a vida, a olhar o mar”, frisou Eurico Gonçalves.

Este ano em “dose dupla”, na quinta-feira e no sábado, decorre a “já famosa” sardinhada do Gliding Barnacles, numa parceria da organização com a associação de produtores Centro Litoral.

Já a programação cultural, entre o final da tarde e a meia-noite, na garagem Auto Peninsular, edifício histórico da zona do Bairro Novo, na rua do Casino, inclui diversos concertos – com nomes como Democrash, D30, Psicotronics, Sunflowers ou Parkinsons, entre outros – uma exposição de cartazes do designer português Zé Albergaria, um mercado ‘vintage’ com produtos em segunda mão ou a construção de pranchas ao vivo, entre outras propostas.