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O PCP de Coimbra defendeu hoje a inclusão do porto comercial da Figueira da Foz na rede transeuropeia de transportes e a garantia de investimento que melhore a ligação da componente marítima com a componente terrestre até Salamanca, Espanha.

Em comunicado, o PCP lembra que apesar do aumento do número de navios mercantes entrados e da tonelagem movimentada no porto da Figueira da Foz, o abandono dos projetos logísticos nos arredores daquela cidade do litoral do distrito de Coimbra e na zona de Cantanhede “é um retrocesso só explicado pelos interesses privados na área do transporte ferroviário de mercadorias, e que, numa perspetiva de desenvolvimento estratégico nacional e regional, precisa de ser corrigido”.

Alega ainda que as linhas ferroviárias do Oeste e da Beira Alta desempenhavam um papel central e que essas mercadorias foram deslocadas para a linha do Norte “em prejuízo do transporte de passageiros”, situação que contesta, reforçando a defesa da aposta na ligação ferroviária a Salamanca e investimentos que permitam diversificar as mercadorias movimentadas no porto comercial “claramente fixadas na pasta de celulose e papel e a graneis relacionados com esta atividade”.

Na nota de imprensa, os comunistas anunciam que o deputado João Ferreira dirigiu uma pergunta à Comissão Europeia sobre apoios europeus a investimentos no Porto da Figueira da Foz.

Definem a infraestrutura portuária como de “importância estratégica para a região”, lembrando que está situado numa área de influência com 2,6 milhões de habitantes, movimenta cerca de dois milhões de toneladas/ano de carga” e tem vindo a crescer de forma sustentada, tendo a fileira do papel um papel muito significativo no conjunto da carga movimentada”.

No texto, o PCP alega que os projetos de crescimento do porto comercial envolvem o desenvolvimento de novas áreas e consolidação das existentes – terminal de graneis líquidos, cruzeiros, estaleiros navais, indústria de transformação de pescado e náutica de recreio – e que estes exigem “um investimento significativo, particularmente no domínio da segurança da navegação”, cifrado em valores entre os 30 a 32 milhões de euros com uma expectativa de cofinanciamento europeu de 70%.

Deste modo, o deputado do PCP solicitou à Comissão informações “sobre que programas e medidas da UE podem apoiar os investimentos previstos para o porto da Figueira da Foz e, bem assim, sobre as respetivas condições de mobilização e cofinanciamento”.

Na resposta, de acordo com o PCP, a Comissão Europeia refere que “o porto da Figueira da Foz não está incluído na rede transeuropeia de transportes (RTE-T), embora possa beneficiar do corredor atlântico” da mesma rede “graças ao reforço da acessibilidade ao interior”.

A Comissão Europeia diz ainda que os investimentos previstos no porto da Figueira da Foz “integram-se no programa temático nacional português para 2014-2020, Competitividade e Internacionalização” e que cabe às autoridades nacionais responsáveis pela execução do programa selecionar os projetos a financiar “de acordo com procedimentos transparentes predefinidos”.