Costa Segura município Figueira da Foz

A Autoridade Marítima Nacional (AMN) quer ter todo o país coberto, até final de 2018, pelo sistema “Costa Segura”, ontem apresentado na Figueira da Foz e que pretende contribuir para a segurança das zonas costeiras e litorais.

“Ate final de 2018 queremos ter o país todo coberto, incluindo Madeira e Açores, com radares e câmaras óticas de visão diurna e noturna”, disse hoje António Silva Ribeiro, diretor geral da Autoridade Marítima Nacional, na sessão de apresentação realizada na câmara municipal.

Cada estação do sistema “Costa Segura” possui um radar com uma cobertura de 24 milhas (cerca de 45 quilómetros), uma câmara ótica térmica com capacidade de visão diurna e noturna e um alcance de cerca de três quilómetros, um sistema automático de identificação (AIS) e seguimento de alvos, com alarmes associados, rádio vhf e um ‘software’ de integração e gestão da informação.

Silva Ribeiro, que falava durante a reunião do executivo municipal da Figueira da Foz, explicou que com este sistema a Autoridade Marítima passa a possuir “várias formas de monitorizar” embarcações.

“Com o radar e câmara vemos todos, mas os navios mercantes, de pesca e algumas de recreio têm o sistema AIS, que emite um sinal a dizer onde estão. Um pescador lúdico não tem, só o apanhamos com o radar”, explicou.

O “Costa Segura”, que foi definido por Silva Ribeiro como “uma solução tecnológica capaz, com preço aceitável”, começou a ser desenvolvido no verão de 2015 para permitir “aumentar as condições de segurança nas principais barras e fundeadouros do país e a cobertura total do espaço marítimo”.

Segundo a documentação hoje disponibilizada pela AMN, o “Costa Segura” pretende promover a segurança da navegação “efetuando o seguimento da navegação numa área restrita, acompanhando eventuais navios em dificuldade, com avaria ou arribada forçada”, suportar ações de busca e salvamento e apoiar ações de combate à poluição.

Em complemento, o sistema “pode ainda permitir monitorizar a navegação, contribuindo para a deteção de atividades ilícitas no mar”.

O sistema esteve em testes na zona de Caminha, o primeiro porto a recebê-lo e, a 23 de maio, começou a funcionar em Cascais. A partir de ontem passa a estar disponível igualmente na Capitania do Porto da Figueira da Foz, podendo, para além das entradas de barra e portos de abrigo, ser instalado em alguns dos 53 faróis existentes a nível nacional.

Até final de julho, o sistema deverá ser instalado no Funchal e nas ilhas Selvagens (Madeira) e no porto da cidade da Horta, na ilha do Faial, Açores.