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A primeira fase das obras de requalificação do areal da Figueira da Foz estará concluída a 30 de junho, um mês depois do início da época balnear, disse hoje o presidente do município.

Intervindo na reunião do executivo, em resposta a perguntas da oposição, João Ataíde (PS) assegurou que as obras serão interrompidas a 30 de junho, assim que concluída a primeira fase, que consiste na construção de uma ciclovia e de um passeio pedonal e na instalação de novos passadiços em madeira.

“Estão a decorrer dentro do cronograma previsto, estão de acordo com o cronograma”, enfatizou.

Já a vereadora Ana Oliveira, do movimento Somos Figueira (PSD/CDS-PP/MPT/PPM), lembrou que o cronograma original não previa interrupção dos trabalhos.

A autarca perguntou também sobre a situação da Piscina de Mar, fronteira à praia, com João Ataíde a assumir que o município vai fazer a “exploração direta” da infraestrutura e concessionar o bar de apoio, através de convites a eventuais interessados.

Ana Oliveira ripostou que será “mais um ano de remedeio” e que a Piscina de Mar “tarda” em ser concessionada. “É mais uma época balnear explorada de forma ineficiente”, acusou.

Na resposta, a vereadora socialista Ana Carvalho admitiu que a piscina será aberta ao público “de forma precária”, explicando depois que “o precário é temporário”.

Segundo a vereadora socialista, qualquer empresa que fosse fazer a reabilitação do complexo municipal de piscinas não o conseguiria abrir este ano, depois de a Câmara ter denunciado o contrato com o anterior concessionário.

“Estamos a preparar outro concurso, ainda este ano irá a concurso público internacional. Era impossível estar aberta no verão [se o concurso já tivesse sido lançado]”, aduziu.

Também o skate park de Buarcos, incluído na obra de requalificação da praia, foi objeto de discussão, já que a infraestrutura ainda se encontra em obras mas tem sido utilizada por dezenas de jovens, apesar dos gradeamentos e proibições colocados pelo empreiteiro.

“Ainda não está acabado nem construído e, como tal, não pode ser utilizado. Usámos todos os métodos pacíficos, mas a ansiedade dos skaters é muita e ultrapassam qualquer barreira que colocamos”, admitiu João Ataíde.

O autarca explicou ainda que a “inundação” do espaço com água, tapando os ralos existentes no equipamento – construído em betão – foi propositada, mas nem assim os jovens deixam de afluir ao local.

Embora dizendo-se “apologista de se tapar o ralo”, João Ataíde confessou a dificuldade de resolver o caso para impedir o acesso à obra por parte dos praticantes de desportos radicais: “A não ser com uma situação mais drástica de segurança e quase violência física, porque não respeitam ninguém”, desabafou.