lucas kruger

O investigador de Marinha Biológica da Universidade de Coimbra, Lucas Krüger, dá esta quinta-feira uma palestra no laboratório Marefoz – Incubadora de Empresas da Figueira da Foz.

Esta realização tem início às 13H30 e insere-se na iniciativa “Há Quintas no MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente)”.

O investigador pertence ao Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra e está a estudar a relação entre ecologia espacial de aves marinhas e as alterações ambientais de forma a encontrar meios que permitam conservar estas espécies. 

A sessão tem como tema “Amanhã ninguém sabe: Projeções da distribuição de albatrozes, pétreis e actividades pesqueiras frente a cenários de mudança climática no hemisfério sul”.

A sinopse da sessão é a seguinte: “Dada a influência das mudanças ambientais sobre os oceanos, é fundamental entender e prever as respostas das espécies marinhas para planear medidas de mitigação adequadas que conservem espécies e ecossistemas. Neste estudo utilizámos dados de rastreamento de sete espécies de aves marinhas e dados de pescas nos oceanos do Hemisfério Sul para modelação de distribuição. A partir das relações atuais entre distribuição e variáveis ambientais, projetámos a distribuição das espécies e das pescas dados os cenários de mudanças climáticas do IPCC para os anos de 2050 e 2100. As projeções resultantes foram consistentes em demonstrar alta probabilidade de mudança de distribuição em direção aos pólos, enquanto quatro das sete espécies reduziram a sua área de distribuição frente aos cenários. As pescas também se deslocaram em direção ao sul, com considerável aumento de área de distribuição. É de particular preocupação que mudanças de distribuição de aves marinhas que são altamente ameaçadas, deverá levar a um maior risco de interação com as pescas, e maior risco de captura incidental, por consequência. Áreas sensíveis que foram detectadas irão requerer ações de manejo e controlo da pesca para que os efeitos acoplados das mudanças climáticas e pescas sejam menos severos sobre estas espécies de aves”.