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No presente ano, o município da Figueira da Foz vai poupar 101 mil euros em juros da dívida. Esta informação foi avançada na segunda-feira pelo executivo liderado por João Ataíde e “resulta da aceitação da redução do ‘spread’ de 3,25% para 2,75% dos empréstimos de 10 milhões de euros e 16 milhões de euros, contraídos em 2011, respetivamente, junto do BPI e da CGD.

Em nota publicada na página do facebook da autarquia, é dito que “estes empréstimos – a que acresce o de cinco milhões de euros contraído junto do BES e transferido, em 2014, para o Crédito Agrícola – foram contratualizados em 2011 para permitir o saneamento financeiro da autarquia, permitindo retirar a Figueira da Foz da situação de 11.º concelho do país com maior endividamento”.

Na altura, recorda, os dois empréstimos permitiram cortar para “sensivelmente metade os 90 milhões de euros devidos em 2009 e, entre outras consequências positivas, contribuiram para a redução do prazo médio de pagamento a fornecedores dos cerca de 200 dias, em 2009, para os atuais 20 dias”.

“Com a nova redução para 2,75%, não é só a despesa improdutiva – a que é utilizada para fazer face a juros – que diminui: de acordo com esta nova renegociação, a liquidação do capital em dívida acelera e, em consequência, este gera, para futuro, juros menores”, afirma o município.

Adicionalmente, a autarquia também renegociou parte do passivo bancário da Figueira Domus, tendo-se obtido uma redução, para 2016, dos juros a pagar por aquela empresa no valor de cerca de 33 mil euros.

Segundo o presidente da câmara, João Ataíde, “esta prática de boa gestão dos dinheiros públicos, que visa consolidar as contas municipais, diminuindo o valor afeto ao serviço da dívida de forma a libertar receitas para as despesas necessárias à manutenção de um concelho com um futuro sustentável, é para continuar”.