olívia ribau DR

A oposição camarária na Figueira da Foz exigiu hoje ser esclarecida sobre o andamento do inquérito aberto pela Autoridade Marítima na sequência do naufrágio do arrastão Olívia Ribau, em outubro de 2015, que provocou a morte de cinco pescadores.

“Já passaram três meses sobre o acidente e tenho alguma dificuldade em compreender que o inquérito não esteja terminado. Em Portugal, muitas vezes, a culpa morre solteira e da nossa parte queremos fazer tudo para que isso não aconteça”, disse o vereador Miguel Almeida, do movimento Somos Figueira (PSD/CDS-PP/MPT/PPM).

“Se vão criar um grupo de trabalho sobre a segurança na barra [anunciado na sexta-feira pela ministra do Mar], o inquérito pode ser um subsídio importante para o trabalho que vão desenvolver”, alegou o autarca.

Na resposta, o presidente da Câmara, João Ataíde (PS), disse não ter informação sobre o inquérito aberto pelo Ministério Público (MP) sobre “algum crime por omissão [de auxílio] que está a correr os seus termos”, nem sobre a anunciada investigação da Autoridade Marítima.

“Poderei, por sua sugestão, saber na Autoridade Marítima e no Ministério da Defesa se está concluído ou quando se prevê a sua conclusão. Seria importante termos as conclusões do inquérito”, frisou João Ataíde, dirigindo-se a Miguel Almeida.

No naufrágio do arrastão Olívia Ribau, ocorrido a 06 de outubro à entrada da barra da Figueira da Foz, morreram cinco pescadores e dois foram salvos por uma moto de água da Polícia Marítima.