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A edição deste ano do Carnaval de Buarcos – Figueira da Foz será a última promovida pela Câmara Municipal, passando em 2016 a ser organizado por uma comissão de festas, anunciou hoje o presidente da autarquia.

Em declarações aos jornalistas durante a apresentação dos reis do Carnaval – Fernando Maltez, figura local ligada às tradições populares, e a apresentadora Merche Romero – o autarca João Ataíde afirmou que 2015 será “um ano de transição” e a partir do próximo ano o evento será “devolvido às escolas de samba e grupos participantes”.

“Para o ano, pretendemos que as associações prossigam com a organização”, frisou.

Já o vereador com o pelouro do Turismo, João Portugal, esclareceu que a edição de 2015 “será o ano zero” da nova filosofia em termos organizativos, tendo a Câmara Municipal reduzido para quase metade – de 90 para cerca de 50 mil euros – o orçamento das festividades e que aquele financiamento se manterá, no futuro, à comissão organizadora.

“Vai ser o Carnaval mais barato de sempre, mas com a mesma qualidade”, garantiu João Portugal.

Outra novidade passa por um novo desenho dos cortejos de 15 e 17 de fevereiro, que passam a ocupar apenas a faixa poente da avenida do Brasil, fronteira à praia, desfilando de norte para sul entre Buarcos e a Figueira da Foz. Deste modo, explicou João Portugal, ficam resolvidas situações relacionadas com o acesso de moradores às suas habitações e de clientes aos estabelecimentos comerciais existentes apenas do lado nascente da avenida.

O preço dos bilhetes mantém-se nos três euros, gratuito para menores de 12 anos e foliões integralmente mascarados.

Na avenida, para além do carro dos reis e da junta de freguesia de Buarcos, vão desfilar cinco grupos e três escolas de samba.

“Quando vemos estes desfiles não temos a perceção do trabalho e da entrega que está por detrás. Já envolve mais de 1.000 pessoas”, afirmou João Ataíde.

Questionado pela agência Lusa sobre se o município vai dar tolerância de ponto aos seus funcionários ao longo de todo o dia de terça-feira, 17 de fevereiro, e não só meio-dia como até aqui, João Ataíde respondeu afirmativamente: “Chegámos à conclusão de que a diferença de rentabilidade de meio-dia para um dia é praticamente insignificante e portanto [a tolerância de ponto] é um dia”, um compromisso válido “este ano”, sustentou.