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Os setores agroalimentar e a aquacultura, mas também o turismo, têm vindo a concentrar na Figueira da Foz o interesse de embaixadores acreditados em Portugal, no âmbito de um programa de diplomacia económica promovido pelo município, disse fonte da autarquia.

Ao longo dos últimos meses visitaram a Figueira da Foz os embaixadores da Bulgária, República Checa, Noruega, EUA e Cuba, estando já agendada para 09 de fevereiro a visita do embaixador do Japão e em preparação a receção aos diplomatas de Espanha, Indonésia e Timor-Leste.

“Cada visita é preparada ao pormenor. Estudam-se as potencialidades e necessidades de cada país convidado e elabora-se um programa direcionado”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, João Ataíde.

A aposta da autarquia na diplomacia económica pretende promover as potencialidades do concelho, captar investimentos e criar sinergias com as suas empresas, adiantou.

No caso do Japão, a embaixada mostrou interesse em conhecer o setor de produção de frangos e da indústria conserveira, mas também perceber a capacidade hoteleira da cidade e atividades relacionadas com o turismo de natureza.

No dia 26 de janeiro, durante a visita da embaixadora de Cuba, Johana Tablada de La Torre, duas empresas do ramo agroalimentar – a avícola Lusiaves e a conserveira Cofisa – anunciaram a intenção de passar a exportar para aquele país, tendo em curso processos de certificação dos seus produtos.

Em declarações à Lusa, fonte da Lusiaves confirmou o “interesse efetivo” em entrar no mercado cubano, estimando um volume de exportações “superior aos cinco milhões de euros anuais” a curto ou médio prazo.

Em junho de 2014, o embaixador da República Checa – país que possui um centro de investigação europeu de aquacultura – visitou a ilha da Morraceira, no estuário do Mondego, onde estão localizadas empresas congéneres “para aferir as potencialidades nesta área”.

De acordo com a autarquia, da visita “resultaram contactos diretos entre aquacultores e o centro de investigação” e a conserveira Briosa, também visitada por Stanislav Kazecky, foi convidada para apresentar os seus produtos no lançamento de uma nova gama de uma cerveja produzida naquele país da Europa central.

Dias antes, no final de maio, foi a vez do embaixador da Noruega, Ove Thorsheim, visitar na Figueira da Foz uma unidade de aquacultura, a Gialmar (firma de tratamento e congelamento de pescado) e a incubadora de empresas localizada no parque industrial.

O programa de diplomacia económica do município resultou ainda, em outubro, numa reunião do embaixador dos EUA, Robert Sherman, com empresários locais, um encontro destinado a promover relações comerciais bilaterais e apresentar, de acordo com a autarquia, os benefícios para Portugal do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (T-TIP) que está a ser negociado entre a União Europeia e os Estados Unidos da América.

Em março de 2015 será a vez do cônsul de Angola apresentar na Figueira da Foz as oportunidades de negócio naquele país africano “e esclarecer as dúvidas relativas ao investimento” em território angolano.

O presidente da Câmara defende que as autarquias “têm um papel fundamental no desenvolvimento das políticas de diplomacia económica como forma de promoverem o seu concelho e o seu tecido empresarial”.

Argumenta que as atividades diplomáticas desenvolvidas na Figueira da Foz “têm trazido bons resultados quer na promoção turística do concelho, quer na divulgação das suas potencialidades industriais, assim como na criação de oportunidades de negócio para os seus empresários através da descoberta de novos mercados e oportunidades”.

“Estou certo de que o investimento nesta área, que considero fundamental, dará os seus frutos a curto prazo e afirmará cada vez mais o concelho como um polo de desenvolvimento e de atração”, disse o autarca da Figueira da Foz.