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António Samuel apresentou a demissão de presidente da Junta de São Pedro, Figueira da Foz, na assembleia de freguesia extraordinária.

Esta decisão, tomada na noite de segunda-feira, surge na sequência de o autarca ter utilizado dinheiro da junta para fazer face a “uma emergência pessoal”. Entretanto, António Samuel devolveu os cerca de 500 euros em causa.

Entretanto, a direção da Concelhia do PS, liderada por João Portugal, tentou encontrar uma solução na lista que submeteu às eleições autárquicas de setembro último, que obteve maioria absoluta. Isto para evitar a constituição de uma comissão administrativa e as consequentes eleições intercalares.

Porém, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o líder socialista reconheceu que “não há condições para continuar com os restantes elementos da lista e, por isso, deve ser devolvida a voz aos eleitores, procedendo-se a eleições intercalares”.

As eleições deverão realizar-se no prazo de 60 dias. Recorde-se que o secretário e a tesoureira da junta já haviam apresentado a demissão. O primeiro alegou motivos pessoais e a segunda assumiu divergências com António Samuel.

Em eleições intercalares já tinha falado a oposição. A coligação Somos Figueira advogou esta solução na reunião de câmara, fechada aos jornalistas mas com a presença da assessoria de imprensa da principal força da oposição, que enviou nota de imprensa às redações.

Segundo a nota de imprensa da Somos Figueira, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, “defendeu que estas condutas são censuráveis”. Mas ressalvou que, continua a mesma fonte, “apesar de considerar que há pouca sustentabilidade para António Samuel se manter no cargo, a Assembleia de Freguesia de São Pedro tem autonomia para demonstrar a sua vontade, independentemente da decisão tomada pelo presidente da junta”.

Miguel Almeida, líder da vereação da Somos Figueira, adianta ainda a nota de imprensa, “lamentou a demora na resolução do processo”, defendendo que “o presidente da junta já devia ter pedido a demissão do cargo”. O que veio aliás a acontecer, horas depois.
Por outro lado, Miguel Almeida lembrou que “a contratação da filha de António Samuel como trabalhadora da junta não seguiu os trâmites legais [a ex-funcionária demitiu-se no dia 1 do corrente mês]”.

E, perante a situação que se vive no executivo daquela freguesia urbana, Miguel Almeida frisou que “não há alternativa à convocatória de eleições intercalares”.

Apesar das tentativas, não foi possível obter declarações de António Samuel.

 

In DIÁRIO AS BEIRAS

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Atualidade