Ana Saltão, a inspetora da Polícia Judiciária do Porto acusada de ter matado a tiro a avó do marido, em Coimbra, disse ontem em tribunal que estava sozinha em casa, na Maia, a dormir na tarde do crime. “Dormi durante a tarde e acordei às 18h00 com o despertador”, afirmou Ana Saltão, de 38 anos, na primeira sessão do julgamento.

A arguida admitiu ter ido nesse dia buscar a filha ao infantário mais tarde do que o habitual. Mas disse que o fez por não ter condições para estar com a criança por ter feito uma cirurgia. Para o Ministério Público (MP), isso aconteceu depois de ter ido a Coimbra assassinar com 14 tiros Filomena Gonçalves, de 80 anos. Mas Ana Saltão apresentou também uma razão para ter o telemóvel desligado. Disse que dias antes do crime o marido “entornou um copo de vinho em cima do telemóvel”, causando problemas. Explicou que na tarde do homicídio, a 21 de novembro de 2012, o aparelho se desligou sozinho.

Nesse jantar, em que o casal festejava o aniversário de casamento, além do episódio do vinho, Ana Saltão aludiu a outro acidente para justificar uma lesão que tinha na mão, que para o MP foi provocada pelos disparos da arma durante o crime. A arguida diz que se queimou a fazer uma omelete. A explicação levou o juiz a referir que lhe aconteceram “duas desgraças” nesse jantar.

Ao ser confrontada com a existência de resíduos de disparos no casaco, disse que só poderia ser “por contaminação”, quando a peça de vestuário foi transportada no carro da PJ, após a apreensão. O julgamento prossegue hoje, pelas 09h15.

In CORREIO DA MANHÃ

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