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O presidente da Câmara da Figueira da Foz vai propor segunda-feira à administração do hospital local a redução do tarifário praticado no estacionamento da unidade de saúde, criticado por utentes e oposição.

Intervindo na reunião da Assembleia Municipal, João Ataíde (PS) que a proposta que vai apresentar passa pela redução, que não definiu, da tarifa horária de estacionamento – atualmente fixada em 0,60 euros – e dilatação do prazo de concessão da infraestrutura à empresa municipal Figueira Parques, a que preside, de cinco para 10 anos.

“Queremos um preço que seja o mais baixo de todas as infraestruturas de saúde da região”, advogou o autarca.

A polémica em redor do estacionamento no Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) subsiste há cerca de seis meses, após a FP ter assumido as obras de requalificação do espaço, com colocação de um sistema de cancelas à entrada e saída que, na prática, coloca a unidade de saúde dentro do parque de viaturas.

Hoje, na Assembleia Municipal, a coligação Somos Figueira (PSD/CDS-PP/PPM/MPT) apresentou um voto de protesto e revogação da decisão – chumbado pela maioria socialista – apoiando-se num parecer pedido ao serviço municipal de proteção civil que considera não estarem reunidas “as mínimas condições de segurança” no acesso a viaturas de emergência.

Por outro lado, Pereira da Costa, também do movimento Somos Figueira, já depois de João Ataíde ter assumido que a empresa municipal está “a perder dinheiro” com a intervenção, considerou que o Presidente da Câmara “já deve estar 50 vezes arrependido” de ter assinado a parceria com o HDFF.

“Foi um mau negócio, perdeu dinheiro, mas deu a entender que estava de acordo. O que a Câmara devia ter dito era que não queria, a posição da Câmara foi absolutamente desastrosa”, afirmou.

A bancada do PS também avançou vom uma moção – esta aprovada – onde, apesar de se manifestar “contra qualquer agravamento de taxas ou custas” associadas ao Serviço Nacional de Saúde, lembra que o parque de estacionamento hospitalar “carecia absolutamente de uma requalificação profunda” e ordenamento.

Luís Ribeiro, deputado municipal do PS, alegou que o Governo não avançou com a obra “por completa falta de capacidade financeira ou de vontade para tal” e que a empresa municipal, ao fazê-lo, defendeu “o bem e o interesse público”.

Em janeiro, perante as críticas, o presidente da Câmara já tinha defendido a aplicação de um tarifário “quase simbólico” no HDFF, que não onerasse as idas dos utentes à unidade de saúde.

Na mesma altura o tarifário foi alvo de alterações – embora mantendo o valor hora, superior ao praticado nos parques e vias públicas da cidade – passando a primeira hora a ser gratuita, assim como a maior parte do período noturno.

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